sábado, 12 de dezembro de 2015

Vitaminas que ajudam na hipertrofia

A dieta é uma das bases para quem busca a hipertrofia. Veja neste artigo mais sobre as vitaminas que são fundamentais para o ganho de massa muscular!

vitaminas para ganhar massa muscular
vitaminas para ganhar massa muscular
É evidente a preocupação que a grande maioria das pessoas tem com os macronutrientes em uma dieta focada em aumento da massa muscular. É lógico que a quantidade a ser ingerida de carboidratos, proteínas e gorduras é muito importante, mas se esquecermos dos micronutrientes, de nada vai adiantar alcançar as metas dos macronutrientes. Neste sentido, é muito importante conhecer as vitaminas que nos ajudam na construção da hipertrofia.
Mas antes de falarmos especificamente disso, é preciso entender que as vitaminas fazem parte do grupo dos alimentos reguladores, que tem como função regular todas as funções de nosso metabolismo. Aqui já temos uma razão mais do que suficiente para que a dieta seja pensada na busca por estes micronutrientes.
Também é importante entender que as vitaminas são micronutrientes que pode ser solúveis em água (lipossolúveis) ou em lipídios (lipossolúveis). Neste sentido, estas são metabolizadas em locais diferentes e tem pontos de saturação bastante distintos. Sendo que muitas delas podem ser rapidamente saturadas (como é o caso das lipossolúveis) e outras são muito mais difíceis de sofrerem saturação por excesso de ingestão.
Veja agora algumas das principais vitaminas que são fundamentais na construção da hipertrofia!

Vitaminas fundamentais para a dieta de hipertrofia!

É lógico que apenas as vitaminas não fazem todo o serviço de regular o metabolismo, mas estas tem papel fundamental. Juntamente com os demais minerais, as vitaminas vão fazer com que tudo funcione corretamente.
Neste sentido, é importante salientar que apesar de algumas vitaminas serem mais importantes para a hipertrofia, todo o contexto é que importa. Não é por que citei algum tipo de vitamina aqui e deixei de citar outro que este último não é importante. Hipertrofia é multifatorial e depende de contexto alimentar. Sem isso, de nada vai adiantar treinar!
As vitaminas que foram selecionadas para serem mostradas aqui para você tem alguma função específica dentro dos mecanismos de síntese proteica,  o que as torna mais importantes para a hipertrofia.  Veja algumas delas!
1.Vitamina D:Hoje a vitamina D tem quase status de superstar. Esquecida até poucos anos atrás, ela passou a ser perseguida de maneira insana por grande parte da população. Não é para menos, afinal ela é muito importante não apenas para a hipertrofia, mas também para a manutenção da saúde. Alguns estudos mostram que ela tem forte participação na prevenção ao câncer.
Em termos de hipertrofia, a vitamina D tem participação direta na hipertrofia e na manutenção da saúde óssea, pois ela é responsável pelo processo de diferenciação celular. Desta maneira, a vitamina D é fundamental em um processo de hipertrofia, por atuar diretamente na síntese proteica. Além disso, existem algumas evidências de que a vitamina D aumente a força muscular. Neste sentido, ela é muito importante para qualquer processo de treinamento, independentemente de qual seja o seu objetivo.
Como obter a vitamina D: este é um dos pontos mais complexos aqui apresentados. A vitamina D está presente em grande parte dos alimentos de origem animal. Desta forma, ovos e peixes são a principal fonte desta vitamina. Porém, as doses presentes nestes alimentos ainda são consideradas baixas. Por isso, para obter as doses necessárias de vitamina D é preciso que você fique exposto ao sol. De 15 a 20 minutos é o suficiente para que você consiga as quantidades necessárias para esta finalidade.
Além disso, é muito importante que esta exposição seja feita sem protetor solar, pois mesmo os fatores mais baixos, bloqueiam quase que 95% da absorção de vitamina D pelo corpo.
2. Vitaminas do complexo BAqui não temos apenas uma vitamina, mas sim todo um complexo. As vitaminas do complexo B são muito importantes para que possamos ter uma série de funções fisiológicas e hormonais preservadas. As vitaminas pertencentes a este complexo são a B, B1, também conhecida como tiamina. A B2, conhecida como Riboflavina, a B3 conhecida como niacina, a B5, também conhecida como ácido pantotênico, a B6 conhecida como piridoxina, a B7, conhecida como biotina e a B9, conhecida como ácido Fólico, e completando o time das vitaminas do complexo B, temos a B11 (Folacina) e a B12 (Cobalamina).
Estas vitaminas tem funções muito importantes dentro do metabolismo. Entre as principais funções, podemos destacar a produção hormonal, formação das hemácias, respiração celular, metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios, além do crescimento celular.
Tantas funções tornam as vitaminas do complexo B fundamentais para a vida de qualquer pessoa. Por ser formado por uma série de vitaminas diferentes, é preciso que a dieta seja bastante variada para que possamos ter os benefícios desta.
As fontes de vitaminas do complexo B são bastante variadas. Nos alimentos de origem animal, temos as vitaminas do complexo B em alimentos como gema de ovo, peixes, aveia, arroz e cereais integrais, fígado, leite, feijão, brócolis, batata, vegetais verdes e carnes vermelhas.
3. Vitamina EEsta é uma das mais importantes vitaminas antioxidantes que temos. Desta maneira, ela tem um forte potencial para evitar o catabolismo muscular, já que sua principal ação é justamente prevenir as perdas celulares. A vitamina E pode ser encontrada em amêndoas, abacate, azeitonas, espinafre e brócolis.
4. Vitamina CTalvez a vitamina mais conhecida. Muito mais do que apenas “evitar gripes”, a vitamina C tem um forte efeito antioxidante e juntamente com a vitamina E, ajuda a evitar os processos catabólicos. Como se isso já não bastasse, a produção de testosterona, o principal hormônio anabólico do corpo, também é potencializada com a presença da vitamina C. Além disso, esta vitamina ainda tem participação na formação de colágeno, o que fortalece tendões e todos os complexos articulares, o que pode auxiliar na prevenção de lesões. As principais fontes de vitamina C são as frutas cítricas, bem como o brócolis, a couve-flor, o mamão papaia e o morango.
Perceba que temos uma série de alimentos que podem ser facilmente inseridos em nossa dieta para que possamos ter o aporte de todas estas vitaminas. Como já mencionei, é lógico que todas as demais vitaminas e minerais também são importantes para qualquer pessoa que busque a hipertrofia, mas de modo geral, estas são as que tem atuação mais direta nos processos de síntese proteica.
Outro ponto importante é ingerir bastante água. As vitaminas do complexo B e a vitamina C são hidrossolúveis, portanto, se você ingerir pouca água, a efetividade destas estará prejudicada. Por este motivo e por muitos outros, sua ingestão de água precisa ser constante e adequada.
Fora isso, é só ingerir os alimentos indicados e ter um controle adequado nos demais, para que todas as vitaminas e minerais sejam suficientes para sua hipertrofia. Bons treinos!

Por que comer pouco não é eficiente para emagrecer?

As dietas altamente restritivas em termos de calorias são muito comuns no emagrecimento, mas pouco ou nada eficientes.

Comer pouco para emagrecer
Comer pouco para emagrecer
Pergunte a qualquer leigo qual a melhor maneira de emagrecer. Provavelmente virá uma fórmula, acompanhada de um “fecha a boca”. O contexto de comer pouco ou quase nada para emagrecer está muito bem gravado no imaginário popular. As pessoas acreditam que para emagrecer de verdade, basta ingerir poucas calorias. Por isso, estas pessoas não se mantêm magras!
Nosso corpo é muito complexo e o emagrecimento ainda é muito estudado pela ciência, pois ele apresenta variáveis complexas de serem analisadas.  Uma delas é a ingestão calórica. É consenso que o emagrecimento deve ser baseado em uma dieta hipocalórica (onde a ingestão é menor do que os gastos). Porém, esta dieta hipocalórica deve levar em conta não apenas as necessidades diárias, mas sim, os gastos com atividades físicas.
Mas isso de maneira alguma quer dizer que você precise passar fome! Pare de imaginar que seu corpo precisa passar por uma grande restrição para que você perca os excessos de gordura corporal! Na verdade, quanto mais restritiva for sua dieta, menores as chances de emagrecer de verdade. E é importante salientar que estou falando de emagrecimento e não de perda de peso!

Por que comer pouco é perda de tempo?

Além de tornar o processo de emagrecimento muito mais sofrido, as dietas altamente restritivas ainda trazem um risco para a saúde e são muito pouco eficientes! Em um estudo de Redman (2012) foi possível verificar que dietas com caráter altamente restritivo (800Kcal/dia ou menos), não apenas induzem a pouca ou quase nenhuma redução de gordura corporal, como também tornam o metabolismo ainda mais lento, o que torna o processo insustentável.
Além disso, é muito importante entender que o gasto calórico total de uma pessoa está também relacionado com a quantidade de calorias gastas na digestão dos alimentos. No contexto geral, tudo isso conta positivamente.
Outo ponto que merece destaque é que com dietas de baixa ingestão calórica, geralmente temos um déficit nutricional. Fica muito mais difícil atingir as necessidades de todos os nutrientes, para que seu metabolismo continue funcionando corretamente.
Imagine, por exemplo, que suas necessidades calóricas totais sejam de 2300 calorias. Se você ingerir menos de 1000 calorias, será impossível atingir todas as necessidades nutricionais. Com isso, seu metabolismo se torna ainda mais lento, pois não tem todas as “ferramentas” para funcionar corretamente. Não existe a possibilidade de que você atinja todas as necessidades com uma restrição como esta. Com isso, toda a sua funcionalidade fica prejudicada.
O resultado é muito claro! Metabolismo lento, processos fisiológicos e metabólicos prejudicados e sua saúde comprometida.
Agora imagine tudo isso e adivinha de onde o organismo vai tirar grande parte da energia que ele precisa? Se você ingere pouco carboidratos e gorduras (por causa das calorias), sobre para seu corpo usar os aminoácidos como fonte de energia. Perdendo aminoácidos, você perde músculos, o que torna o metabolismo ainda mais lento. Resultado, você até perde peso, mas não emagrece!
Não tem jeito, quer emagrecer? Controle sua alimentação, mas de maneira inteligente e planejada! É imprescindível que seu nutricionista faça um cálculo de suas necessidades diárias e em cima disso, reduza de 10 a 20% a quantidade de calorias. Mas é lógico que dentro do que sobre de calorias para você ingerir, é fundamental que haja a quantidade de nutrientes necessária para a manutenção de todos os processos!
Aliado a isso, use treinos intensos, que irão acelerar mais seu metabolismo, fazendo com que a lipólise seja acentuada. Outro ponto importante é a utilização de exercícios resistidos, que além de aumentarem o metabolismo pelos processos de regeneração celular, ainda melhoram o metabolismo basal. Isso acontece por que os músculos são tecidos ativos, que consomem muito mais energia. O resultado, uma lipólise mais acentuada.
Desta maneira, seja com HIIT ou musculação, será possível emagrecer sem que haja a necessidade de dietas altamente restritivas.
Isso faz com que o processo de emagrecimento seja muito mais saudável e principalmente, sustentável. Quem segue isso à risca e tem a paciência necessária para esperar os resultados, não sofre com o efeito sanfona e tem sua saúde muito mais beneficiada.
Te mostrei o que era para ser mostrado, agora a escolha é sua! Se ainda prefere insistir nestas dietas malucas, com restrição de calorias e de nutrientes, só posso te desejar boa sorte! Bons treinos!

Colágeno Hidrolisado – Saiba para que serve e quais seus benefícios

O colágeno hidrolisado em pó tem sido muito utilizado nos últimos tempos não só pelos seus benefícios estéticos, mas também no emagrecimento. Veja agora todas as informações e como tomar.

colágeno hidrolisado em pó
colágeno hidrolisado em pó
colágeno é uma proteína que atua, principalmente, na sustentação do corpo, fazendo parte da composição dos ossos, ligamentos, tendões e também da pele. Com o passar dos anos, o nosso corpo fabricada menos colágeno e é isso que torna essas partes mais fracas e também a pele mais flácida, permitindo o aparecimento das ruas e linhas de expressão.
Você já deve ter visto nas prateleiras de lojas de produtos naturais um pote de colágeno hidrolisado. Mas antes de saber do que se trata a forma hidrolisada, é preciso saber o que o colágeno puro e o que ele faz pelo nosso organismo.
O que é o colágeno
O colágeno é uma proteína tão importante que é a mais abundante no nosso corpo, apresentando uma quantidade de 25 a 30%, em média. Além da função de sustentação com dito no início desse texto, o colágeno também ajuda na retenção de água na pele, deixando-a mais hidratada e com aspecto mais jovem. O nosso corpo consegue fabricar o colágeno, mas precisa de alguns ingredientes essenciais como a vitamina C, o manganês e o cobre. Também tem outros nutrientes que fazem parte da receita como a vitamina B6, o magnésio e o zinco.
Relação do colágeno com a pele
Já perceberam que os homens apresentam menos rugas que as mulheres? Isso porque eles têm mais colágeno ainda que a perda de colágeno seja igual para ambos: 1% por ano a partir dos 25 anos de idade. Além disso, a mulher sofre uma perda significativa nos 5 primeiros anos da menopausa. Nesse período cerca de 30% dos colágenos I (que proporciona mais firmeza) e III, os que ajudam na sustentação do tecido epitelial, são perdidos. É por todos esses motivos que, muitas mulheres, estão apostando na suplementação dessa proteína usando o colágeno hidrolisado.

O que é o colágeno hidrolisado em pó

Hoje, existe uma infinidade de produtos que contém o colágeno hidrolisado. Além das cápsulas, balas, sachês, também existem chocolates e até barra de cereal que tem como composto principal esse ingrediente. As mulheres são consumidoras assíduas desses produtos, mas a questão é: será que funciona mesmo? Entre os muitos benefícios do colágeno hidrolisado que são citados, além de melhorar a viçosidade da pele, ele também consegue melhorar o aspecto do cabelo, das unhas e ainda ajuda na perda de peso.
O colágeno hidrolisado ele é absorvido de forma mais rápida pelo organismo, pois a molécula dessa proteína está quebrada em pedaços bem menores e assim, conseguem passar pelos tecidos e alcançar a corrente sanguínea de maneira eficaz. O colágeno passa pelo processo de hidrólise (uma reação química) por duas vezes. Esse tipo de colágeno já está pronto para ser utilizado pelo nosso organismo.

Os benefícios do colágeno hidrolisado em pó

Ajuda no emagrecimento
A cápsula do colágeno hidrolisado é feito, essencialmente, de proteína, minerais e vitaminas. Sendo assim, você não encontrará gorduras ou carboidratos nela. Portanto, o teor calórico presente aqui é mínimo e ainda ajuda a trazer saciedade quando ingerido 30 a 60 minutos antes das principais refeições como o almoço ou jantar.
Se você ainda não chegou aos 25 não precisa se preocupar tanto em ingerir as cápsulas. Mantendo uma refeição rica nos nutrientes responsáveis pela fabricação do colágeno como a vitamina C, já é o suficiente para uma produção eficaz da proteína. Porém, para fazer a dieta dar certo é preciso ter hábitos saudáveis. Se você fuma, tem o hábito de ingerir bebidas alcoólicas e não pratica exercícios, a perda de colágeno pode começar mais cedo.
Ajuda na cicatrização
Por ser uma proteína que participa dos tecidos de sustentação, o colágeno é muito importante para quem vai passar por algum tipo de cirurgia ou mesmo na cicatrização de feridas para aqueles que são portadores da diabetes. Nestes casos, o uso do colágeno hidrolisado pode ser de muita ajuda. Mas não comece a ingeri-lo sem que antes o seu médico seja consultado.
Suaviza as linhas de expressão e rugasCom a diminuição da produção de colágeno com o passar dos anos, a nossa pele passa a reter menos água se tornando opaca, sem vida e dando lugar às temidas rugas.
Além desses benefícios é possível citar outros como prevenção de doenças degenerativas, ajuda no tratamento de doenças reumáticas e também nas doenças da pele, melhora a qualidade de vida das pessoas com osteoporose e osteoartrites e, é claro, retarda o envelhecimento. Também é excelente para quem malha ao diminuir as inflamações articulares e melhorar a resistência dessas partes durante o movimento.
Quem deve usar o colágeno hidrolisado
Se você tem alguns desses sintomas descritos acima ou está no período da menopausa, usar o colágeno hidrolisado pode ser uma boa opção. A quantidade por dia mais indicada é a de 10 gramas e não há um limite máximo de tempo para usar. Você pode encontrar esse tipo de colágeno na forma líquida, em pó ou em cápsula. Além disso, a ingestão de alguns alimentos pode ajudar como aqueles que contém vitamina C ou que tenha glicina e prolina (fazem parte da composição do colágeno). A diferença não será notada de imediato. É preciso aguardar um período de 4 a 6 meses.
Preço e como tomar o colágeno hidrolisado em pó
Cada embalagem de diferentes marcas possuem uma quantidade diferente, então o mais garantido é verificar na própria embalagem do colágeno hidrolisado em pó, a quantidade indicada pelo fabricante a ser tomada.
Para quem pretende comprar e quer saber o preço, pesquisamos em 5 lojas de produtos naturais na internet, a embalagem mais comum é a que contém 300g e sua média de preço é de R$64,00. A embalagem com 250g tem média de preço em torno de R$45,00. E a embalagem com 120 cápsulas tem sua média de preço em torno de R$45,00.
ContraindicaçõesPessoas que sofram de algum problema renal ou os vegetarianos podem ter dificuldades no consumo do colágeno hidrolisado. Além disso, ingerir suplementos sem qualquer tipo de orientação podem trazer sérios problemas de saúde e por ser um suplemento proteico pode sobrecarregar os rins. Portanto, antes de ingerir o colágeno hidrolisado consulte um profissional.


Treinos intensos podem afetar suas funções cognitivas?

A utilização dos treinamentos intensos pode ter alguma relação com a redução das funções cognitivas? Veja o que a ciência diz!

treinos intensos e funções cognitivas
treinos intensos e funções cognitivas


De maneira geral, nossa sociedade é formada por diversos comportamentos e “verdades” enraizadas em seu cerne. Uma delas é a de que atletas ou pessoas que se submetem a treinamentos mais intensos, tem uma capacidade cognitiva reduzida. É lógico que isso não tem fundamentação alguma e casos para desmistificar isso não faltam. Porém, é muito importante que possamos entender os efeitos dos treinamentos intensos e das altas cargas de trabalho sobre a cognição em geral.
Isso porque existem uma série de variáveis envolvidas neste tipo de treinamento que podem envolver alterações cognitivas, que podem ser positivas ou não! Neste sentido, é fundamental que tenhamos a clareza de que aspectos positivos ou negativos em termos de cognição não significam necessariamente mais ou menos inteligência, mas sim, modificação da capacidade cerebral.
Mas antes disso, temos que tentar entender as respostas cerebrais que temos com o treinamento físico!

Como o cérebro reage ao treinamento físico

Hoje já sabemos que existe uma série de fatores que influenciam positivamente a capacidade cognitiva em relação ao treinamento físico. Pois bem, hoje já temos pesquisas em termos de neurociência que mostram que crianças ativas tem um desenvolvimento cognitivo muito mais acentuado. Além disso, pessoas que se exercitam tem muito mais disposição, foco e concentração no trabalho e nos estudos do que alguém sedentário.
Isso tudo se explica por diversas razões, como a questão hormonal, a melhora da circulação sanguínea na região cerebral, aumento das conexões (sinapses) entre outros efeitos positivos. Tudo isso vai fazer com que toda a dinâmica de funcionamento do sistema nervoso central seja altamente melhorada. Mas para isso, precisamos compreender que existe um ponto considerado ideal. Se você treinar demais pode vir a ter problemas e se treinar de menos, não haverá melhora substancial.
Em um estudo de Mattos (2014) foram avaliadas as respostas cognitivas de atletas de futsal, submetidos a altas cargas de treinamento. Deste estudo, participaram 14 atletas, de uma equipe Júnior, que disputa a primeira divisão de sua categoria em nível nacional.
Foram avaliadas as respostas de treinamento em relação aos aspectos cognitivos em 3 diferentes situações: antes de serem submetidos a altas cargas de treinamento, depois de 4 semanas de microciclos de choque (altas cargas de trabalho) e após 4 semanas de microciclos regenerativos (ordinários). Ao final, foram comparados os resultados destes diferentes pontos.
Foi possível perceber que não houveram alterações cognitivas consideráveis em nenhum dos testes, o que mostra que em termos de cognição, estas cargas de trabalho não produziram efeitos negativos. Porém, como era de se esperar, ao final da quarta semana de trabalho intenso, foi possível encontrar uma redução considerável no trabalho psicomotor dos atletas, que tem relação direta com a cognição.
Agora fazendo um transporte destes dados, aplicados em atletas de futsal, para os praticantes de exercícios físicos, podemos concluir alguns pontos interessantes:
1. O treinamento intenso melhora a cognição: de maneira geral, as respostas adaptativas ao treinamento intenso tendem a ser mais acentuadas. Desta maneira, assim como temos uma melhora de aspectos funcionais com a utilização de treinamentos intensos, temos também a melhora dos aspectos cognitivos. Lembre-se, nosso corpo é um complexo sistema que opera de maneira generalizada e não um amontoado de partes. Tudo tem relação direta com a maneira como você treina.
2. A lenda do “bombado burro” não tem relação com os treinos: até sei que tem muita gente que “treina” que tem uma cognição bastante deficitária, mas isso não tem relação alguma com os treinos. A prática de exercícios físicos intensos e constantes é fundamental para que possamos ter melhores resultados em termos cognitivos. Além de estimular áreas diferentes do cérebro, ainda melhora a funcionalidade no geral.
3. Descanso e dieta complementam tudo: o cérebro é um órgão altamente complexo, que coordena todo o sistema nervoso central. Ele é diretamente afetado por sua dieta, de maneira positiva ou não. O mesmo acontece com o descanso, mais propriamente com o sono, já que ele tem função reparadora fundamental para as funções cognitivas.
Perceba que o exercício físico bem aplicado, com técnica e planejamento, só traz benefícios para sua saúde. Ser ativo, praticar musculação, corrida, caminhada ou qualquer outra modalidade tem um cunho muito mais orgânico do que estético. Se você treinar adequadamente, a questão estética passa a ser consequência disso tudo.
Seja para a melhora das capacidades funcionais no geral, seja para a melhora da capacidade cognitiva, a utilização dos exercícios físicos é fundamental e altamente positiva. Talvez seja este o estopim que faltava para você mudar de vida e começar a colher os benefícios da atividade física! Bons treinos!

Treinar doente, por que esta é uma péssima ideia?

Muitas pessoas insistem em treinar doentes, o que pode comprometer não apenas sua saúde, bem como os resultados de seu treino!

treinar doentetreinar doente
Isso porque o fato de treinar doente pode trazer uma série de problemas para a sua recuperação e gerar ainda, um quadro acentuado de catabolismo muscular. Algo que toda pessoa que treina quer evitar, não é? Mas para que isso tudo fique mais claro, vou explicar isso tudo mais detalhadamente!Quando você tem objetivos claros e metas a serem alcançadas, raramente vai querer perder um treino. Isso, quando feito de maneira saudável, é algo altamente positivo. O problema começa quando isso passa do limiar normal para algo obsessivo. Vemos muitas pessoas que treinam mesmo sem terem as devidas condições, como quando estão doentes, por exemplo. Para ser mais específico, na grande maioria dos casos, treinar doente é um erro comum e bastante maléfico, seja para a sua saúde, seja para o seu desenvolvimento físico.

Por que você precisa poupar energia quando está doente?

Primeiramente, precisamos entender o que é estar doente. Quando me refiro aqui a este quadro patológico, estou querendo mostrar algo que seja debilitante, que envolva por exemplo, febre (sinal de infecções), mal-estar, dor no corpo e dores acentuadas. Não vou me ater muito nisso, mas no geral, na maioria dos casos estar doente é apresentar um ou mais sintomas como estes.
Quando você adoece, seu corpo entra em uma “batalha” interna, através dos mecanismos de defesa, para combater a doença em questão. Isso vale para todos os casos, seja ela causada por bactérias, vírus ou qualquer outra coisa.
Neste sentido, quando isso acontece, seu corpo passa a dar total prioridade ao combate a este quadro patológico, sendo que grande parte dos substratos energéticos estarão sendo utilizados para esta finalidade.
Todo este sistema imunológico é composto por uma série de situações, que tem ligação direta com o combate as doenças no geral. Além do combate bioquímico, ainda temos outros aparatos para que as doenças sejam minimizadas.
Mas tudo isso consome muita energia e precisa ser a prioridade de seu metabolismo! Sem isso, tanto as funções fisiológicas estarão prejudicadas, como todo o sistema imunológico estará afetado, pela falta dos subsídios básicos para a sua atuação!
Desta maneira, o primeiro ponto a ser destacado aqui é que quando você adoece, todo o seu corpo passa a ter a necessidade de combater tal quadro, o que demanda energia. Esta é a explicação para o fato de que quem está doente, precisa descansar. Se a pessoa está descansando corretamente, acaba fazendo com que as energias de seu metabolismo sejam direcionadas para o combate das doenças, o que torna a cura muito mais rápida!
Mas e o treino, qual a sua relação com isso?

Qual a relação dos treinos com seu quadro de doença?

De maneira geral, quanto mais intenso ou volumoso for seu treino, mais imunossupressor ele será. O que isso quer dizer na prática? Que se você treinar com qualidade, seu sistema imunológico estará sendo mais solicitado, pois treinos intensos ou volumosos, induzem a uma queda nos níveis de imunidade.
Isso acontece porque quando você treina, inúmeras estruturas (musculares, ligamentares, bioenergéticas, etc.) são fortemente afetadas. Com isso, no período que sucede o final de seu treino, todo o seu sistema imunológico passa a ser altamente solicitado.
Até que o organismo consiga recompor as estruturas, muita energia é solicitada pelo sistema imunológico, para que todos os processos sejam realizados. Desta maneira, se o seu treino estiver sendo mal planejado, você poderá estar tendo problemas de ordem imune. Pessoas que ficam doentes com muita facilidade, mesmo treinando e comendo adequadamente, podem estar tendo problemas com o controle das cargas de treinamento.
Mas voltando a falar do quadro de doença, como já expliquei acima, o treino intenso ou volumoso é imunossupressor. Se você já estiver doente, o quadro será muito mais complexo. O sistema imunológico já estará em déficit, pois ele está ocupado com a doença. Se você treinar, irá sobrecarregar ele ainda mais. O resultado? Seu treino será muito pouco efetivo e você irá demorar muito mais tempo para ficar 100% de novo!
Se você está doente, o primeiro ponto a ser destacado é procurar um médico, para que o tratamento seja eficiente e específico para sua necessidade. Depois disso, descanse e se alimente corretamente. Deixe para treinar novamente apenas quando estiver curado!
É muito melhor perder alguns dias de treino (que podem ser recuperados quando você estiver 100% de novo) do que passar mais tempo doente. Você precisa pensar de maneira inteligente e buscar o custo-benefício neste caso.  Imagine o seguinte, você treina corretamente e de repente, pega uma virose.
Se você continuar treinando mesmo assim, não haverá resultados satisfatórios (até porque ninguém treina direito quando está doente) e você passará mais tempo doente. No final das contas, você perde mais tempo e compromete muito mais seu desenvolvimento!
Estou doente, como procedo com meu treino?
Vou partir do princípio que você já foi ao médico e está tratando sua doença, pois este é um princípio básico. O primeiro ponto agora é parar de treinar, principalmente se você busca intensidade ou volume elevados. Se você ainda não está doente, mas está sentindo que vai ficar, reduza a intensidade e o volume de seu treino também!
Depois disso, o passo mais importante é manter a alimentação em dia! A doença em si é catabólica, por isso, você precisa dar o devido suporte ao seu organismo, para evitar este quadro.
É muito importante manter uma dieta equilibrada em quadros de doença, pois isso evita perdas em termos de massa muscular e ainda, acelera o processo de recuperação. Por isso, é muito importante conversar com seu médico sobre como sua alimentação deve ser neste período, ou ainda, ter contato com seu nutricionista. Este poderá te dizer se você deve ou não continuar suplementando e que alimentos deve ingerir.
Conforme você for ficando curado, pode ir aos poucos voltando aos treinos. Mas é muito importante destacar alguns pontos:
1. Os treinos devem ser submáximos, até que você esteja totalmente recuperado. Isso porque muitas vezes as pessoas acham que estão curados e voltam “com tudo” aos treinos. Mas isso pode fazer com que o quadro de doença retorne e você precise novamente parar. Por isso, volte com menos intensidade e volume do que estava treinando antes de ficar doente. Treinos submáximos são os mais indicados nestes casos.
2. Se as doenças estiverem sendo muito recorrentes, reveja seu treino. Por ser imunossupressor, os treinos podem estar sendo mal planejados se você fica doente com muita facilidade. Outro ponto aqui apresentado é a dieta, que se for mal planejada, pode agravar este quadro.
3. Descanse! Se você está doente, vá para sua casa e descanse! Você poderá recuperar isso mais facilmente se ficar bem logo. Deixe a ansiedade de lado e cuide da sua saúde primeiro!
Treinar doente é insanidade e só te trará prejuízos. Treino eficiente é aquele feito de maneira inteligente! Muito mais grave do que faltar a alguns treinos, é comprometer sua saúde e sua qualidade de vida!
Com tudo isso, da próxima vez que ficar doente, tome todos os cuidados para voltar a ficar bem, para depois voltar a treinar! Bons treinos!


Saiba mais sobre a piridoxina (vitamina B6)

A vitamina B6 é encontrada principalmente em aveia, vísceras, gérmen de trigo e outros tantos alimentos  e possui duas funções principais: ajuda no processo de respiração celular e também no metabolismo das proteínas. Como outras substâncias no nosso corpo, a piridoxina é absorvida pelo intestino delgada sendo, posteriormente, excretada pelos ruins. A diferença entre essa vitamina e as outras é que, um parte, fica retida no músculo.
A piridoxina tem o seu papel principal como uma coenzima que, além de metabolizar as proteínas, também ajuda na quebra dos lipídeos e carboidratos. Ela também auxilia na síntese e reparação das cadeias de DNA além de atuar na produção das células do nosso sistema imunológico e também na síntese de hemácias.
Saiba mais sobre a piridoxina (vitamina B6)

A importância da piridoxina para quem faz exercícios

Dentre as funções da piridoxina está a de promover a quebra do glicogênio. Esse carboidrato é o principal polissacarídeo utilizado pelos animais como reserva de energia. O glicogênio encontra-se concentrado em dois locais do corpo: nos músculos e no fígado.
O glicogênio nada mais é do que várias e várias moléculas de glicose, todas unidas, formando um polímero. Quando a vitamina B6 se encarrega de quebrar essa enorme molécula, ela está apenas liberando glicose já que esse é o único tipo de açúcar que o nosso organismo consegue metabolizar.

Saiba mais sobre a piridoxina (vitamina B6)

Benefícios da piridoxina (vitamina B6)

Ajuda no tratamento da depressão

A vitamina B6 é uma forte aliada no combate a esse grande mal porque ela ajuda a sintetizar a serotonina. Esta, por sua vez, é um tipo de neurotransmissor (substâncias que estão presentes no sistema nervoso e ajudam na comunicação das vias eferentes e aferentes) que ajuda na liberação de certos tipos de hormônios, controlam o sono, o apetite e o ritmo circadiano. Em indivíduos depressivos é possível observar um baixo nível de serotonina.

Prevenção e tratamento da anemia

Como já foi dito mais acima, a piridoxina ajuda na produção de hemoglobina, células presente no sangue responsáveis por carregar ferro e oxigênio. Com a redução da vitamina, haveriam menos glóbulos vermelhos circulando e, por sua vez, uma baixa nas taxas de ferro, causando a anemia.

Saiba mais sobre a piridoxina (vitamina B6)

Ajuda a passar pela menopausa

Em uma certa idade, por volta dos 55 anos em diante, a mulher passa por um período hormonal bastante complicado: a menopausa. Para reduzir os efeitos indesejáveis provocados por essa situação, muitas mulheres resolvem fazer uma reposição hormonal. Só que ela também provoca alguns efeitos colaterais e gerar sérios problemas como a tromboembolia e até desenvolver o câncer de mama. A vitamina B6 ajuda a reduzir esses riscos.

Auxilia na TPM

Quem tem uma produção excessiva de estrogênio precisa inserir a vitamina B6 na dieta por que ela ajuda a reduzir os níveis desse hormônio. O estrogênio é um hormônio feminino que se relaciona com a produção de óvulos e também com o aparecimento das características femininas.

Faz bem para as lactantes

Quem está no período de amamentação precisa suplementar a dieta com 0,5 ou 0,6 mg de piridoxina. Isso ajuda a equilibrar a balança já que a mãe não precisa de vitamina apenas apara si, mas também para o bebê que consegue essa substância através dela, ou seja, do leite materno.

Saiba mais sobre a piridoxina (vitamina B6)

Deficiência de vitamina B6

A deficiência dessa vitamina pode ser dar pela dieta, uso de medicamentos que eliminam as reservas de piridoxina ou por genética, quando a pessoa não consegue absorver a substância dos alimentos. A deficiência pode causar diversos sinais e sintomas:
  • dermatite;
  • anemias;
  •  neuropatia;
  • confusão mental nos adultos;
  • dermatite;
  • comissuras na boca;
  • adormecimento e sensação de formigamento nas extremidades;
Para diagnosticar basta realizar um exame de sangue específico e o tratamento é bem simples. É preciso que o indivíduo consuma entre 10 a 20 vezes mais piridoxina do que a quantidade normal diária que é de 1,3 mg para adultos, sejam homens sejam mulheres.